Inside no Customer Day 2026

Palestra do Rafael Alexandre no Customer Day 26

Em 2 dias intensos de conteúdo, o Customer Day reuniu mais de 2.000 participantes, 70+ palestrantes referência e 26 marcas patrocinadoras no Transamérica Expo Center.

Mais do que um evento, foi o epicentro onde as maiores mentes do mercado se encontraram para redesenhar o futuro de CS, CX, Atendimento e Vendas. O Customer Day se consolida, definitivamente, como o maior e mais relevante encontro de Educação Centrada no Cliente do continente.

O evento aconteceu nos dias 06 e 07 de agosto, e a Inside marcou presença com Rafael Alexandre, Head de Vendas, e Gabriel Lopes, CEO, levando ao palco discussões que cruzam vendas, atendimento e a operação por trás do crescimento.

Fizemos uma cobertura das principais apresentações e trocamos bastante ideia pelos corredores, como sempre, aproveitamos para reforçar conexões com quem está pensando nos mesmos problemas que a gente.

Resumo do Dia 1 (06/08)

Incore Selling System com Rafael Alexandre

Rafael abriu com uma provocação direta: e se o seu maior problema de vendas estiver dentro da sua própria operação, não fora dela?

O ponto de partida foi o framework da Zona de Influência, de Stephen Covey (The 7 Habits of Highly Effective People, 1989), que organiza qualquer problema em três camadas: Preocupação, Influência e Controle.

A provocação: times de vendas costumam gastar energia discutindo o que está na camada de Preocupação (“mercado está ruim”, “crise econômica”, “concorrência com guerra de preços”) quando o que resolve o resultado está, na maioria das vezes, na camada de Controle.

Para sustentar esse ponto, a Inside trouxe uma pesquisa própria, cruzando a base de dados da HubSpot com clientes e prospects da consultoria, cerca de 22 mil transcrições de reuniões e 23 mil checklists de investigação de vendas analisados.

O resultado: 74,3% das dores mencionadas por times comerciais estão dentro da zona de controle da própria empresa, e mais especificamente das áreas de vendas e CS.

Reformular queixas comuns em perguntas de ação:

Queixa comumPergunta de ação
“CS não gera valor”Como posso fazer um melhor handoff de vendas com CS?
“Produto não funciona”Como posso dominar mais produto para melhor alinhamento de expectativa em vendas e CS?
“Não tenho margem de negociação suficiente”Como aplico um framework de negociação eficiente?
“Marketing não gera bons leads”Como passo feedbacks mais precisos de vendas e CS para marketing?
“Não consigo chegar no decisor”Como trabalho um MCP (Mutual Close Plan) decente?
“Inteligência artificial mudou meu mercado”Como adapto minha operação de vendas e CS para a era da IA?

Rafael também trouxe a metáfora da trilha para explicar os três pilares que sustentam uma operação de vendas madura:

  • O caminho → existe mesmo sem você conhecê-lo; quem o conhece anda mais rápido e não se perde. Isso é o processo.
  • As partes do caminho → subida, descida, passagem estreita, lama: cada trecho exige uma postura diferente. Isso é o método.
  • Como você atravessa → no mesmo caminho, um corredor improvisa e chega destruído; outro sabe dosar o ritmo. Isso é a técnica.

E fechou com um ponto sobre gestão: faculdade não ensina gestão de vendas. A maioria dos gestores comerciais aprende no improviso, apagando incêndio e isso tem custo. Uma hora de pipeline review bem feita evita vários incêndios; ritual evita incêndio, improviso os multiplica.

O Incore Selling System, metodologia proprietária da Inside, estrutura essa maturidade em 6 frentes:

  1. Consolidação da estratégia: Definir a direção do projeto conectando objetivos, indicadores e plano de ação.
  2. Design de processos: Simplificar a operação para gerar mais eficiência, escala e previsibilidade.
  3. Fluxo de dados: Organizar os dados para transformar informação em decisões confiáveis.
  4. Implementação de sistemas: Integrar tecnologia para automatizar processos e unificar a operação.
  5. Capacitação do time: Fortalecer o desempenho das equipes com método, prática e domínio das ferramentas.
  6. Modelo de gestão: Sustentar a evolução da operação com rituais, acompanhamento e melhoria contínua.

Vender é o começo: como o WhatsApp fecha a primeira compra e garante a segunda com Gabriel Lopes

Ainda no dia 06, Gabriel Lopes, CEO da Inside, subiu ao palco em uma mesa redonda ao lado de Lari Oliveira, Gerente de CS na TOTVS, e Caetano Maffra, GTM na Meta, para discutir um ponto que atravessa vendas e retenção: o papel do WhatsApp como canal que não só fecha a primeira venda, mas sustenta o relacionamento que garante a segunda compra.

A conversa colocou lado a lado três perspectivas complementares: a visão comercial da Inside, a visão de retenção e sucesso do cliente da TOTVS, e a visão de plataforma da própria Meta, reforçando que WhatsApp deixou de ser apenas canal de suporte para se tornar parte estrutural da jornada de vendas e pós-venda.

WhatsApp como ferramenta de pós-venda

Um dos pontos centrais da mesa foi reposicionar o WhatsApp: ele não termina o trabalho quando a venda é fechada, é exatamente aí que o canal começa a valer mais.

Onboarding, acompanhamento de uso, resolução de dúvidas recorrentes e sinalização de risco de churn acontecem, cada vez mais, dentro da mesma conversa que começou o relacionamento comercial. Para times de CS, isso significa tratar o WhatsApp como parte da esteira de retenção, com donos, cadência e critérios de sucesso, não como um canal informal de “plantão”.

Agentes de IA como extensão do time

Lari, Caetano e Gabriel discutiram o papel crescente de agentes de IA dentro dessas conversas. Automatizando triagem, respondendo dúvidas de primeiro nível e escalando para humano no momento certo.

O consenso da mesa foi que a IA funciona melhor quando reduz atrito nas tarefas repetitivas e libera o time para as conversas que de fato constroem relacionamento, e não quando tenta substituir integralmente o contato humano em momentos de decisão ou de atrito com o cliente.

A conexão de verdade nasce no offline e se fortalece no online

Um dos pontos mais citados na mesa: a confiança que sustenta uma venda ou uma renovação, na maioria das vezes, nasce em um contato mais humano: uma reunião, um evento, uma ligação e é o WhatsApp que mantém essa conexão viva no dia a dia depois disso.

O canal digital não substitui o vínculo inicial; ele é o que impede que esse vínculo esfrie entre um contato presencial e o outro.

Resumo do Dia 2 (07/08)

No segundo dia, nosso time ficou mais focado em receber os participantes no estande da Inside, muitas conversas boas, trocas de ideias e networking pelos corredores. Ainda assim, garantimos presença em duas apresentações que valem registro:

Lui Von Holleben,Head Global de Customer Success na Asksuite, trouxe uma leitura direta sobre o momento do CS diante da IA: a onda não vai parar de subir, e a escolha real não é “resistir ou não”, mas como o time de sucesso do cliente se posiciona para crescer dentro dela em vez de ser engolido por ela.

Diego Azevedo, CEO e Founder da CS Academy, conduziu uma mesa com Thiago Matarazzo, Gerente de Experiência do Cliente na Light, e Letícia Dangelo, Diretora de Enterprise na Zenvia, sobre como o investimento no desenvolvimento das equipes se tornou o motor da transformação de CX na Light, reforçando um tema que apareceu em várias falas do evento: tecnologia sozinha não sustenta CX; time capacitado, sim.

Insights gerais

O problema, na maioria das vezes, está dentro de casa. Antes de culpar mercado, concorrência ou IA, vale mapear o que realmente está na zona de controle da operação e agir ali primeiro.

Processo, método e técnica não são a mesma coisa. Conhecer o caminho evita perda de tempo; dominar o método dá consistência; afinar a técnica é o que diferencia quem improvisa de quem sabe dosar o ritmo.

Rituais de gestão evitam incêndios recorrentes. Pipeline review bem feito, cadência de acompanhamento e ritual de melhoria contínua substituem o modo reativo por um modo preventivo.

O canal de conversa é também canal de retenção. WhatsApp, quando bem estruturado, não termina o trabalho no fechamento, ele sustenta a jornada até a próxima compra.

IA funciona como extensão do time, não substituição. Seja em vendas, seja em CS, o padrão que se repetiu no evento foi o mesmo: IA absorve o repetitivo e libera o time humano para o que constrói relacionamento e decide retenção.

Tecnologia sem time capacitado não sustenta CX. O case da Light reforçou que a maturidade de atendimento vem do desenvolvimento das pessoas, a tecnologia acelera o que o time já sabe fazer bem.

Esperamos vê-los na próxima edição para aprender mais sobre a centralidade do cliente!

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